
100 anos da imigração japonesa em Taboão da Serra.
2024, Taboão da Serra, SP – Brasil
Exposição audiovisual como tributo a coragem e determinação dos primeiros imigrantes japoneses que chegaram na cidade. Uma celebração da rica herança cultural que eles e seus descendentes trouxeram e continuam a enriquecer nossa comunidade, contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e cultural de nossa cidade, Com resiliência e trabalho árduo, eles plantaram raízes profundas, não apenas no solo fértil, mas também nos corações das pessoas. A celebração dos 100 anos da imigração japonesa no Taboão da Serra é uma oportunidade para refletirmos sobre o passado, reconhecermos o presente e inspirarmos o futuro. É um momento para honrarmos as gerações que nos precederam e para reafirmarmos nosso compromisso com os valores de respeito, colaboração e diversidade.
Detalhes da
Exposição

Espaço Tsuru
Espaço experimental com imagens holograficas e audio visual contando a lena e uma história sobre Tsuru.

100 anos /100 frames
Uma animação em Stop Motion de 5 segundos, formada por 100 frames de um Tsuru em movimento.

Imersão Histórica
Projeção audiovisual legendada contando a história da imigração japonesa.
Animação feita em Stop Motion em 100 frames, fotogramas, com 5 segundos de duração completando a volta no próprio centro, de um Origami Tsuru. Essa animação gerou 100 cartazes números e únicos, entregues a expressões da colônia japonesa, fazedores e trabalhadores da cultura de Taboão da Serra.

Homenagens
Entrega dos frames a descendentes, apoiadores e notórios visitantes da exposição.

Totem experimental de acessibilidade.
Totem com audiodescrição do local e eventos. Dedicado as pessoas com deficiência visual.

Make Off
Registro da pré e pós produção.
Lenda e história sobre o Tsuru, o que representa e sua simbologia em audiodescrição.
A LENDA E A HISTÓRIA DOS MIL TSURUS.
Tsuru é uma ave sagrada do Japão. É o símbolo da saúde, da boa sorte, felicidade, longevidade e da fortuna. Grou Japonês ou Tsuru: Ave sagrada no Japão.
O grou é uma ave migratória que possui por volta de quinze espécies diferentes, onde a mais conhecida é o grou-da-manchúria ou grou japonês. Ele que serviu de inspiração para o tsuru, origami em forma de grou. Essa espécie normalmente tem as penas brancas, a cauda preta e um tipo de coroa vermelha na cabeça, também são considerados os maiores da ordem dos gruiformes. Esse animal simboliza longevidade, fidelidade, prosperidade, fortuna, felicidade, sabedoria e imortalidade.
Conta a lenda japonesa que o Tsuru pode viver até mil anos. É considerado o pássaro companheiro dos eremitas que se refugiavam nas montanhas para meditar, acreditando possuírem poderes sobrenaturais para não envelhecer. A lenda diz ainda que se a pessoa fizer 1000 Tsurus, usando a técnica do origami, arte secular de dobrar o papel, com o pensamento voltado para um desejo, ele poderá se realizar.
Inicialmente o origami do tsuru tinha apenas função decorativa, era utilizado para enfeitar o quarto das crianças. Mais tarde, o tsuru foi associado às orações, sendo oferecidos nos templos, acompanhados de pedidos de proteção. Hoje é usado como enfeite nas festas de ano novo, batizados, casamentos, entre outras comemorações.
Uma história sobre Tsuru.
Sadako Sasaki, foi uma garota japonesa que vivia distante do epicentro da bomba, juntamente com a mãe e o irmão, saiu ilesa do ataque. Mas consta que durante a fuga, eles foram encharcados pela chuva radioativa que caiu sobre Hiroshima ao longo daquele dia fatídico. Ela tinha apenas 2 anos de idade quando se tornou uma vítima da bomba atômica. Em 3 de agosto de 1955, Chizuko Hamamoto, amiga de Sadako, visitou-a no hospital e fez para ela um origame de um Tsuru. Sua amiga lhe contou a lenda popular japonesa. Ela pediu também pela paz da humanidade. Sadako conseguiu fazer 646 Tsurus de papel e após sua morte, seus amigos fizeram mais 354, para que ela fosse enterrada com os mil Tsurus. Sadako morreu no dia 15 de outubro de 1955, seus amigos ergueram um monumento em sua memória, no Parque da Paz, em Hiroshima, e lá gravaram as seguintes palavras, “Este é o nosso grito, esta é a nossa oração. Paz na terra!”. A Torre dos Tsurus é um monumento erguido em 1958, em Hiroshima, no Parque da Paz. No topo do pedestal de granito, que simboliza a montanha lendária de Paraíso Monte Horai, está uma menina com os braços estendidos segurando um tsuru. Dentro do pedestal há um espaço para os milhares de tsurus feitos de papel colorido, enviado por pessoas de todas as partes do Japão e do mundo. Obra de Yutaka Toyota, japonês nascido em 1931, pintor, escultor, desenhista, gravador e cenógrafo. Yutaka Toyota é um artista consagrado e muito requisitado tendo sido escolhido para fazer monumentos em homenagem ao Centenário da Imigração Japonesa em Arujá, Bastos, Londrina e Registro. Na obra de Yutaka Toyota transparecem elementos intangíveis como suas, crenças, pensamentos e inspiração, através de materiais concretos e tangíveis como madeira, aço e tinta revelados nas imagens formadas pela ilusão de ótica.
Galeria dos Patronos
Nossos homenageados com os frames da animação em um poster de numeração única e exclusiva. Apoiadores, representantes, visitantes, descendentes japoneses e muitos outros que tanto apoiaram essa iniciativa.
OBRIGADO!
Caroline Zibelli Teixeira
Mariane Nunes Machado
Paulo Uras Neto
Vanessa Carolina Fratel da Silva
Emilly Vitória Michele Lima dos Santos
Maria Luiza da Silva
Telma Gomes de Souza
Mikel Souza
Pedro Henrique
Eduardo Satu
Jane Machado
Guilherme Duarte dos Santos
Nelva Santana
Israel Becker
Gabriela Inácio
Carlos Fernandes
Eliana Rocha Bernardes
Paulinho Trewasae
Mariana Machado Paschoal
Lívia Bueno
Pedro Paschoal Mourad
Gustavo Peron
Samuel Souza Aquino Nogueira
Regis Oliveira Silva (Fotografo e Videomaker)
Vitor Souza (ex-secretária de Cultura de Guarulhos)
Mirian Steinberg (mamilos da Terra)
Iracy Coutinho (Bienal de Literatura)
Nil Felix (ex-secretária de Cultura e Turismo de Taboão da Serra)
Wanderley Bressan (Vereador)
Ronaldo Onishi (Vereador)
Daniela Reigadas (Produtora Cultural)
Dirce Matiko Takano (ex-secretária da Educação de Taboão da Serra)
Alba do Vale Martins (Festival ECA)
Dejair Martins (Festival ECA)
Dejair Martins Junior (Festival ECA)
Kaine Martins (Festival ECA)
Vitória, Mônica, Rafaela, Dona Ana (Equipe – Festival ECA)
Elenilson Lima dos Santos – TENERE (Vitoriosos da Kebrada)
Angela Maria do Vale (Instituto Cultural e Desenvolvimento Humanista – ICDH)
Sociedade Japonesa de Educacao e Cultura
Consulado Geral do Japão em São Paulo
Associação Recreativa e Beneficente Nipo Brasileira
Prefeitura de Taboão da Serra
Governo Federal

Angela Maria do Vale
Presidente do Instituto Cultural e Desenvolvimento Humanista (ICDH), Organiza o Festival Educacine, Membro da Casa de Matizes Africanas, Conselheira no Conselho Municipal de Cultura e participante na construção do Fórum Nacional de Mulheres Negras na Cultura.

Paulinho Trewasae
servidor público e ativista cultural de Guarulhos. Co-criador e Responsável por projetos de difusão e fomento culturais na cidade como Café, moda e Viola, Mulheres que Cantam, Bonsucesso Cultura & Tradição, além de coordenador da Orquestra de Violeiros Coração da Viola.

Vitor Souza
Ex-secretário de Cultura em Guarulhos, foi membro e presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais da cidade, cocriador e Diretor Executivo do portal Guarulhos Cultural, além de consultor e mentor de diversos projetos e instituições culturais do país

Eliana Rocha Bernardes
Voluntária ativa, colabora com associações de bairro em sua comunidade, no CONSEG – Conselho de Segurança do Município de Taboão da Serra e no Instituto Cultural de Desenvolvimento Humanista (ICDH).
A Experiência
Exposição no Cemur, dentro da 4º Edição do Festival ECA, – Ago/2024
Exposição audiovisual com experimentações em Stop Motion, Hologramas e projeções.
Preparativos para 2025
Instalação audiovisual comemorativa dos 101 anos/2025
